terça-feira, 21 de abril de 2015

XAMASTER

Shaky e verdadeiro.
Edição de momentos espontâneos, solitários ou coletivos.
Algo invisível que guia meus passos e conduz cada movimento.
Símbolos que evocam forças pouco conhecidas.
Capítulo de uma novela sem previsão de encerramento.
Frutos de um artista ciumento.
Egoista e materialista.
Mas não menos xamanista.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Mexapi

20140503 camadas3 from Nous Sommes Beaux on Vimeo.


Mexapi vem de mashup, famosa prática que combina dois elementos para produzir um terceiro, que será uma releitura dos dois primeiros, necessariamente.

Algumas memórias registradas e editadas combinadas com trilhas de terceiros ou próprias, com ritmos que aspiram ao contágio do que foi sentido no processo.

Revivendo experiências e dando novos sentidos para um arquivo mutante, cada  vinheta traduz uma nova perspectiva de algo vivido e representado. O corpo é o instrumento que comunica e inspira com movimentos binários, que foram reais mas agora são somente imaginários.

Aula prática e experimental com suas células espelho. Prática da mimesi após tantos anos como um sedentário e invejoso espectador. Uma figura psíquica que tem vida própria e encorpora o autor quando a câmera grava e o micro edita. Possuído quando esta filmando e exorcisado quando picota e transforma as seqüências de movimento.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Atravessa a história


Foto: Jefferson Melo | Com: Rodrigo Rocha
Como você quer ser lembrado
É desejo arteiro e incerto
Do todo sabemos bem pouco
Do invisível enxergamos quase nada
Sentimos outros corpos, outros cheiros
Tocamos peles e aspectos sensíveis
Histórias que se cruzam no escuro
Quando a redonda no céu inflama
Eu mudo, tu mudas, ele muda
Nós giramos, vós girais, eles giram
Se houve troca, houve afeto
Eu amei e fui amado
Lembro e sou lembrado
Não esqueço e não serei esquecido

terça-feira, 16 de abril de 2013

O índio suicida



Uma tentativa frustrada
De dominar o indomável
Não foi um só organismo salvo
A seqüência que observou a fuga seguiu os passos
Uma consciência sobrevive
Chave de acesso compartilhada
Viu com os próprios olhos um delírio forjado
Pra drenar seu tempo, seus sonhos, seus desejos
Não lembra ao certo qual foi o estopim
Que motivou o movimento sem retorno
Pra restituir suas forças
Junto a matriz que nunca se apaga
Luzes artificiais que confundem
Luz real que sempre salva
Morte pro personagem forjado
Vida pra identidade revelada
Sem abrir mão do maior presente
Segue outro capítulo, com epílogo

domingo, 27 de janeiro de 2013

O despertar definitivo

Foto: Murilo de Gusmão | Com: Fabiana Gardênia, Jefferson Melo, Rodrigo Rocha, Thamires Sassaki, Arthur Coelho

Esse sono induzido.

De quem já muito dormiu.

Olha no olho do seu inimigo.

Palavras doces que ferem a distância.

Corpos apodrecem.

Consciências são eternas.

Se não escrever, esqueça.

Rabisca forte pra marca virar verdade.

Vdd.

Fmz.

sábado, 29 de setembro de 2012

Novos Orixás

Foto: Vanice Kappaz | Com: Érica Pinto, Rodrigo Rocha e Rafael Felice


Qual a utilidade de um ritual que não foi ensaiado.
Seguem-se regras ditas nos momentos, entre vozes misturadas de cada ser presente.
Não são ordens passadas obedecidas naqueles tempos.
São imagens sugeridas por plantas. 

Remédios e venenos.

Quando você já bem conhece a imagem que mostra o espelho.
Chega a hora de conhecer àquele escondido.

Em grupo é mais gostoso.
Sozinho nunca é suficiente.

Outras lentes confirmam.
Foi um delírio, como outro qualquer.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

2 e noventa e meio


Qual a imagem ideal daquele ser imperfeito e manco.

Sonhador diurno e andarilho noturno.
Quando faltam testemunhas, soturno.
Quando abundam olhos curiosos, sortudo.

A vida empurra os acontecimentos desejados.

Quanto mais inconsciente, mais potente.
Quando menor compartilhado, mais inerente.

Os movimentos ficam mais leves. É o destino quem está no comando.
O cuidado com o que entra pela boca é tão importante quando o que dela sai.

Palavras alicerçam estruturas.
Jogos de letras que entrelaçam o presente.

Moldando com maestria o passado.
Controla-se o segundo instante.
Em direção ao almejado futuro.

Planeja o próximo passo.
Pula o inevitável obstáculo.
Quebra o último espelho.
Entra em nova fase.



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Terreno [des]conhecido

Quando perdi o sono.
Abandonei o dormitório.
Crianças grandes pedem tranquilidade.
Adultos que sabem o tamanho de cada sonho.
Mas quem manda não é aquele que mais sabe.
É aquilo o que não poderá nunca ser dito.
É percebido mas não manipulável.
Sonhos revelarão alguns desfechos.
Portas abertas enquanto os vizinhos dormem.
Olhos fechados pro invisível.
Mente dominada por ilusões do sensível.
Apaguem as luzes pra facilitar o acesso.
Ao que não está por si mesmo iluminado.
Lições aprendidas sem o verbo.
Chave de acesso para o próximo nível.