quinta-feira, 12 de abril de 2012

Atravessa o espelho

Um dia você se lembra.
Da real proposta dos iniciados.
Não vai ser acumular tralhas.
Nem atiçar desejos insaciados.

Vai mexer esse corpo.
Instiga e mostra os caninos.
Quem não tem remelexo.
Fica no grupo dos meninos.

Antes de pensar, faça.
Antes de guardar, divida.

Sonhos realizados em grupo.
Sonho guardado em sete chaves.

Está escrito. 
Gravado.
Já bastante editado.

Perde o controle.
Deixa o outro levar.

Ensaio completo.
Vinheta v01.
Vinheta v02.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Primeiros roteiros

As equações que traduzem o funcionamento de algum mecanismo cósmico são reconhecidas por um traço de elegância.

Algo eleito como ponto principal na perpetuação de uma atividade.

Responsável pela transmutação do caótico em ordenado.

Camadas de informação que contam aspectos distintos da mesma história.
Caminho dourado cheio de resíduos não digeridos.

Algumas conclusões não são imediatas.
O terceiro observador é fundamental para a trova tocar outras consciências.

O desejado, o desejante e a testemunha.
Pai, filho e espírito santo.

Lição dada.
Lição aprendida.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

20111111


A experiência do corpo rumo ao seu destino.
É maior que qualquer tentativa de classificação.
A liberdade do movimento.
Manifesta a cada livre instante.
Longe do medo.
Diante do perigo.
Enfrenta teu Fauno.
Mergulha na tua fauna.

sábado, 10 de dezembro de 2011

De olho no sinhô

Foto: Vanice Kappaz | Pintura corporal: Murilo de Gusmão e Rodrigo Rocha | Com: Nádia Oliveira e Rodrigo Rocha
Descobri onde estava o cabo perdido da guitarra.

Quase 8 meses depois da compra.
Não fiz nenhuma aula.

Mordido ou cortado?
Acidental ou sabotado?

Só não era hora ainda dos primeiros acordes.

A música chega na hora certa.

Quando sentamos em frente aos predestinados.
As visões são compartilhadas e endereçadas.

Quem anota não esquece.

Se leva a sério põe em prática.

Dá esse falo que ele é meu.

Ensaio completo.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Um traço define uma personalidade.
Aquele aspecto único que distingue dos demais.
Há quem diga que trata-se de um pequeno detalhe.
Mas sempre àquele que faz toda diferença.
Só amamos quando descobrimos a demencia alheia.
A imperfeição que faz dela só mais uma, mas tão única.
Podem confundir os nomes.
Misturar histórias.
Mas depois que você descobre, no coração fica.
Contagia.
Uma marca psíquica foi feita.
Benzido está, mizifí.

sábado, 3 de dezembro de 2011

20111015


A justiceira decide.
Os súditos obedecem.
Pra ganhar confiança não basta só charme.
Tem que cantar uma nota em comum.
Aquela imagem que a gente compartilha.
O traço que caracteriza o delirio principal.
Das repetições que nem percebemos.
Dos tiques invisíveis.
Das pernas que não param quietas.
Na sutileza de atos falhos.
Entendo o mundo da porta pra dentro.

Lua Cheia em Virgem

A roupa muda. Uniforme ou figurino. Foi só um rolê pra esfriar a cabeça.
Andarilhos de uma metrópole. Com luzes tão brilhantes, pessoas tão apressadas.
Se quer andar devagar, aqui não é um bom lugar.

Mantenha-se faminto, saia à caça.
O peixe que você come antes de dormir é proporcional ao que você entrega durante o dia.
O refugio dos finais de semana fica perto, mas esta cada vez mais longe.

São paredes líquidas que dividem tantas conscicências.
Aqueles que acham que possuem, os que dizem que têm e os que expõem a falta.

Padrões.

Factrais separados por datas e horas de admição.
Solitários produzem canções, mas em grupo fazem sinfonias.

Os coros não cantados.

Viscerais.
Justiça foi feita. Aqué entregue.
Orgulho retomado.
Hora da próxima marca d'água.

Ensaio completo

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A Rainha de Paus


Houve uma carta de despedida.

Palavras que justificavam a decisão.

Não é seu papel colocar ordem no tabuleiro.

Mostra somente o poder da determinação.

Segue teu rumo e fecha os olhos pras opiniões alheias.

Alguns convivas somente dificultarão seu acesso à porta estreita.

Manda beijo pois ela ainda escuta.

Por onde anda quem caminhou por estradas não pavimentadas.

É o sabor do beijo do monstro de mil faces.

Ou a influência tóxica de uma única testemunha.

Aquela mesma que espera o tropeço com alegria.

Mas nem sempre a tragédia termina sem poesia.

O caboclo aqui é forte. Exe cabucado exe.

Volta na Paróquia




Delirios materializados em sequências de imagens com objetos banais do cotidiano desvendam o ponto de mutação definitiva.
O mesmo personagem que confunde a dupla segue sua trajetória voando por ares desconhecidos.
Olhos e sorrisos esbugalhados dentro de uma cabine de avião.
Quem pagou essa conta?
Quem colocou a aliança?
Qual a bagagem esquecida e extraviada?
A vida segue. Foi só um corpo.

Frames

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Lua Cheia em Leão


Foto: Vanice Kappaz

O feminino e o masculino não se separam. Apesar da insistente aparência que ressalta somente uma das essências, não há manifestação independente.
Nos reflexos dos olhos alheios encontra-se a própria identidade. A paixão pelo ser sonhado. Interação com a matriz identificatória.
Pega sua experiência de satisfação e faça dela sua espada.
Corta as amarras do querer imediato e olha pro desejo infinito.
O inacabado imperfeito e eterno.

Ensaio completo